P U E R E M Ã

A ideia nasce após uma visita a Ilha do Combu, em Belém do Pará e, ressignificada dentro das propostas dos atores, ganha vida o mito que se transforma nesse projeto

Para além de uma história com uma energia de aventura, o espetáculo propõe uma reflexão a nossa sociedade contemporânea, onde a desvalorização das nossas tradições culturais e o descaso e aniquilação do povo indígena se desdobra de maneira desumana.


O indígena existe e queremos com isso ir além. Não só tradição de um Brasil antigo e sim resistência.


Como não ser apenas poético e estético dentro dessa temática, afinal a aniquilação não tem poesia. O genocídio indígena e a luta pela demarcação não tem poesia. Como não reforçar,

 

como pessoas brancas, preconceitos e estereótipos que somos contra?

Como passar para criança de forma lúdica, numa absorção possível?


Tudo isso se repetia na nossa cabeça diariamente e se mantém latente dentro da continuidade da formação.


Muitos de nós envolvidos com o projeto já trabalhamos ou trabalham de forma ativa e diária com crianças, e como era assombroso durante a pesquisa perceber que muitos pequenos conhecem o povo originário apenas como lendas. Um povo que existiu.

Como fazer o teatro tratar dessa temática de forma mais honesta e próxima possível, numa contramão a qualquer criação, estereótipo, produto ou até mesmo espetáculos indicados para crianças nos dias de hoje?


Como minimamente forma-los enquanto as necessidades e lutas que acontecem, batendo de frente com informações e estruturas estabelecidas.
A escola que não se preocupa com a verdadeira história?


A tecnologia e o capitalismo que em doses homeopáticas faz sua manutenção e transição de criança- número-moderna- para-homem-moderno-estatística, dentro de um Brasil, deitado em uma morte direta de memória própria e sem projetos de pensamento ou manutenção educacional e cultural.
 

Como tratar o respeito ao idoso,  o respeito à natureza e uma revisão das nossas condutas?


Tratar o respeito ao animal, tratar o respeito ao sagrado ligado ao natural. Tratar o respeito à memória e a terra.


Numa época onde as pautas identitárias se  fazem tão precisas e potentes, somarmos a uma luta é nossa obrigação enquanto artista. E não só a essa e sim todas que diariamente pedem voz e perdem espaço.
 

Pueremã é mais que um espetáculo para nós.

É uma fase de aprendizado. Um momento de formação para nós e para a própria continuidade do espetáculo que almeja estabelecer contato e apoio a causa do povo originário.


PUEREMÃ ainda é um embrião. Uma obra que nos põe em movimento de construção  e pensamento como cidadão.

Nossa História
Em busca do lugar sagrado chamado PUEREMÃ, uma criança indígena com seu barco, embarcam numa aventura em busca da sua identidade.

 

O mito de PUEREMÃ, criado pelos atores em sala de ensaio a partir da pesquisa da fauna Amazônica é uma visita as tradições indígenas do nosso país, transporta o público para uma viagem dentro da nossa ancestralidade, valores culturais e diversidade étnica.
 

ficha técnica

Elenco
Carolina Portella
Cauê Drumond
Cibele Zucchi
Tuane Vieira

Direção
Antônio Nicodemo e Lígia Berber

Direção musical
Cauê Drumond

Figurinos
Érika Grizendi

Cenário
Antônio Nicodemo
Lígia Berber
Flávia Gonçalves

Cenotécnica
Revitalize
Flávia Gonçalves

Adereços
Érika Grizendi
Flávia Gonçalves

Maquiagem
André Antero

Iluminação
Priscila Nicoliche

 

fotos

Michel Galiotto

Técnica e Standin
Juliana Orthz


 

© 2014 por Fernandes Junior / Instituto N de Arte e Cultura.

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